domingo, 9 de agosto de 2009

Jacarés de Papo Amarelo na Região Norte de Santa Catarina

O Jacaré de papo amarelo é encontrado na América do Sul, no Brasil sua incidência ocorre do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, esta ampla distrubuição geográfica atribuída, a espécie Caiman latirostris, se deve ao fato de que na área abrangente é possível encontrar todos os fatores bióticos e abióticos necessários para sobrevivência da espécie, principalmente alimentação, porque esta vasta região brasileira é dotada de brejos, mangues, lagoas, riachos e rios, justamente o hábitat que o animal precisa para se desenvolver e reproduzir.

Jacaré Fritz com ferimento de pedrada no focinho. Foto de 17/10/07, em frente à Câmara de Vereadores de Joinville (Fonte: Jornal O Vizinho)

Segundo o biólogo, Ricardo F. Freitas Filho, MSc., especialista em Ecologia e Comportamento Animal (Crocodilianos) da NEMASB - Núcleo de Estudos da Mata Atlantica do Sul da Bahia, os animais desta espécie, possuem características bastante crípticas e de difícil visualização a luz do dia, por não ficarem a vista das pessoas (algumas vezes pegam sol em pequenas praias abertas, mas na grande maioria fica entre a vegetação aquática). Apresentam grandes dispersões por terra, sendo capazes de caminhar por varios km em áreas de campo, pasto e florestas.
A área da Bacia Hidrográfica do Canal do Palmital-ABHCP, está situada na região nordeste do Estado de Santa Catarina com uma área de 354,2Km2. Esta bacia possui como divisor de águas a Serra do Mar, com grande área de Mata Atlântica preservada, drenando as águas de toda a região costeira até a região estuarina e, de mangue do Canal do Palmital, envolvendo parte dos municípios de Garuva, Joinville e São Francisco do Sul até o deságüe da Baía da Babitonga (Paulino, 2003).
O Canal do Palmital, já está sendo chamado de novo "Pantanal" pela presença de extensos e exuberantes manguezais, hábitat de caranguejos, capivaras, jacarés-do-papo-amarelo e aves aquáticas. Suas águas, resultantes do encontro de 19 rios com a baía da Babitonga, habitam ainda grandes cardumes de peixes.
Em reportagem para o Jornal A Notícia de 2001, o pescador Valdemir Luiz Schulze relata que está cansado de ver jacarés de papo amarelo, mas que infelizmente nunca conseguiu tirar fotos, por serem muito arredios, e se dispersarem rapidamente, não dando tempo para o registro. Em geral o animal se esconde no mangue ao pressentir a aproximação de uma embarcação (
A Notícia).
Em fevereiro deste ano foi encontrado um jacaré de papo amarelo com cerca de um metro de comprimento na areia da praia do Bispo (tradicional pico de surf), em Barra do Sul, a Polícia Ambiental de Joinville foi chamada para retirar o animal da praia. Sem muito esforço, ele foi devolvido ao rio Perequê. Os policiais chegaram a fazer um vídeo mostrando o resgate, mas a câmera deu defeito e o registro foi perdido. Como costumam caminhar por quilômetros, provavelmente ele deve ter se perdido em suas andaças.

Às margens do Cachoeira os bichos que retomam o rio (Fonte: Jornal O Vizinho)

As raras, presenças de jacarés da espécie C. latirostris no norte do estado de Santa Catarina, além da Bacia Hidrográfica do Canal do Palmital, estão na lagoa do Acaraí em São Francisco do Sul, e no Rio Parati em Araquari.Uma citação que li sobre o Rio Itapocu na Wikipédia me chamou atenção quanto a presença da espécie na área:
Existe um teoria errônea de que o rio Itapocu seria na cartografia portuguesa como sendo o "Rio dos Dragos" (palavra alusiva a dragões, ou seja, naquela época os portugueses descreviam assim alguns répteis como jacarés e lagartos, podendo ser daí a origem deste nome em razão da grande concentração destes répteis as arredores de alguma bacia hidrográfica ou ainda levando em conta a figura mitológica grega chamada "Draco"), mas pesquisas recentes mostram que o "Rio ou Baía dos Dragos/Baía das Índias, Baía das Seis/Sete Ilhas ou ainda Baía das Bueltas" (nos mapas mais antigos do século XVI), era na verdade sendo todo o complexo hidrográfico da Baía da Babitonga como o Canal do Linguado, Lagoa do Saguaçú/Rio Cachoeira, Baía ou Canal do Palmital e até mesmo a Baía de Guaratuba no Paraná.

Bem, toda a área da região norte catarinense comporta a presença da espécie jacaré de papo amarelo, por se mostrar um hábitat adequado, infelizmente com a caça e a degradação ambiental sofrida, a população caiu drasticamente, com algumas populações remanescentes.
Porém todas a áreas mencionadas são de grande extensão, e a dificuldade de visualizar o animal durante o dia, pelos seus hábitos comportamentais, populações podem passar despercebidas em várias regiões.
De acordo com o biólogo Ricardo F. Freitas Filho, seriam necessárias realizar expedições, noturnas na área, pois é muito mais fácil ver jacarés através do brilho de seus olhos durante a noite.
Infelizmente não existe um estudo adequado para quantificar e monitorar as populações de Jacarés do Papo Amarelo em nossa região, o que ajudaria na preservação da espécie, além de saber se estes indivíduos podem estar colonizando, ou recolonizando, o ambiente na vasta extensão de todas as bacias hidrográficas da Região Norte do estado de Santa Catarina.
Fica aqui a dica para as universidades de Joinville e região.
Quero agradecer ao biólogo Ricardo F. Freitas Filho, pela contribuíção e gentileza ao me prestar alguns esclarescimentos quanto ao comportamento da espécie, sucesso e obrigada!
Ricardo F. Freitas Filho, Biólogo MSc.
Universidade do Estado do Rio de Janeiro-Ecologia em Comportamento Animal (Crocodilianos)
NEMASB - Núcleo de Estudos da Mata Atlantica do Sul da Bahia
Doutorando - PPG- Ecologia e Evolução UERJ
Departamento de Ecologia de Vertebrados - IBRAG

Daniela Lima

PAULINO, Daizi Mary. Proposta de plano de gerenciamento para a área da bacia hidrográfica do canal do Palmital/SC, visando ao desenvolvimento ecoturístico sustentável e à implantação de unidade de conservação. Orientadora: Profª. Dra. Mônica Lopes Gonçalves. Turma II

16 comentários:

Bruno disse...

Curioso como é difícil encontrar um animal grande como esse.

Lembro que um jacaré dessa espécie, já em fase adulta, fugiu do Zoológico de Brasília e ficou em uma região próxima. Quando soube disso já tinha algum tempo que ele tinha sumido. Não sei se chegaram a recuperá-lo.

Germano Woehl Jr. disse...

Não ocorre e nunca ocorreu jacaré-papo-amarelo em Joinville por uma série de motivos (exceto estes que foram soltos – desovados - recentemente). Se existisse, você veria couro deles pendurados em todos os lugares. Com uma lanterna a noite é fácil é fácil alguém matá-los. As referências que você citou são muito frágeis, sem nenhuma credibilidade. Ora, se ninguém consegue fotografar o bicho, porque não fotografam a PEGADA? Em um banco de areia fica bem marcada. Por que até hoje ninguém viu a pegada deles? Os filhotes? ESQUELETO de pelo menos um? Por que nos sambaquis da nossa região não há esqueleto de jacarés?

A fauna da nossa região é uma das mais bem estudadas há mais de 100 anos. Se existisse jacaré aqui, certamente teria sido mencionado nas histórias dos primeiros imigrantes e dos viajantes europeus estão muito bem documentadas. Um jacaré chamaria a atenção de qualquer um naquela época.

Onde ocorre jaracaré-papo-amarelo é muito fácil de fotografá-los.

Daniela Lima disse...

Bruno,
Tb achei que fosse mais fácil avistá-los, talvez em `lugares onde ocorram mais populações seja mais fácil!

Germano,
Esta é a sua opinião, e até respeito pq não sei quais foram os profissionais que a te deram.
Temos uma região muito vasta, para dizer NUNCA OU JAMAIS, dentro da biologia estas palavras são muito complicadas e fortes.
Sendo uma população reduzida, como disse o especialista Ricardo Freitas que conversou comigo, especialista em crocodilianos, a visualização se torna difícil sim, temos muitos locais na área de difícil acesso.
Muito da pesquisa científica é baseado em relatos, que devem serem investigado, fiz isso em um levantamento de fauna, primeiro entrevistei a população.
O certo, é que um estudo mais apurado sobre a espécie em questão não existe mesmo.
O fato de não existirem vestígios deles no sambaqui, não acredito que comprove nadä:

Quem disse que os sambaquianos gostavam de carne ou do couro de jacaré?
Será que eles não preferiam viver longe dos animais da espécie?

Sabe-se muito pouco sobre os sambaquianos, estive nas escavações recentemente conversando com os arqueólogos e questionei quanto ao fato deles cconstruirem abrigos, cabanas, ocas como as dos índios para se protegerem, a arqueóloga me respondeu o seguinte:

Dentro do Sambaqui não encontramos nenhum indício de moradia, mas eu não posso te responder se dentro das áreas de restinga eles possuiam um abrigo, porque isso não foi estudado.

Embora não tenha vestígios de residências, tanto eu quanto ela, acreditamos que eles se abrigavam eu algum local, e não ficavam simplesmente expostos a chuva e o tempo, mais ainda não se tem estudo para verficação dessa possibilidade.

Estive recentemente no arquivo histórico, li um livro de um alemão relatando o que estava vendo aqui em Joinville e as possibilidades.
Neste livro ele diz que embora não tenha visto "Crocodilos" na região o Dr. Blumenau e os indíos contavam para ele histórias sobre o animal.
Não publiquei, porque o átendente do arquivo histórico ficou de procurar mais sobre o assunto, devo voltar lá na sexta feita, meu dia de folga.
Respeito e admiro muito seu trabalho, mas me desculpe, eu acho um pouco de prepotência afirmar Nunca ou Jamais, sem nenhum estudo específico para a espécie.
Acho que pela sua luta, vc deveria ser o primeiro a querer investigar mais as áreas para proteger a espécie, que existem sim poucos indivíduos Canal do Palmital e no rio Acaraí, que se fossem estudados, poderiamos zelar pela sua preservação .

Talvez porque vc não tenha a visão de biólogo, não se sinta otimista quanto eu vendo as possibilidas.
O Biólogo é um profissional capacitado para, além de executar, pensar.
E eu penso! E vejo a vida em suas diferentes formas de expressão!

Embora, não concorde com o seu NUNCA ou JAMAIS, continuo admirando seu trabalho como FÍSICO AMBIENTALISTA que É!

É melhor seguirmos junto em busca da preservação da espécie e agarrarmos em qualquer esperança de recuperação.

Muito obrigada pela sua participação no blog!

Nelson Junior disse...

Nossa, não sabia que existiam jacarés nessa região.

bloh show de bola
bjos

Jorge Albuquerque disse...

Belo blog e belas informações. Os nossos trabalhos com os gavioes de penacho e outras aves de rapina raras tem demonstrado resultado similar ao de voces. Onde estiver um biologo com um olhar atento, os registros irão aparecer. isso não fará com que especies raras sejam comuns, apenas a presença de um observador pode fazer a diferença e, o que é fundamental à conservação, ajudar a especie. Aqui em Floripa tenho visto jacarés de papo amarelo nos corregos do Jardim Germania, nos mangues ao lado do Shopping Iguatemi, na Lagoa do Peri. O jacaré do papo amarelo esta ai pedindo a ajuda de todos para sua conservação. Negando a sua existencia dogmaticamente apenas valoriza e reforça os argumentos que é possivel a ocupação dos manguezais em SC devido a inexistencia de elementos bioticos de valor para a conservação. Parabens a voces.

Altamir Andrade disse...

Não sei qual a intenção do especialista em sapos em tentar fazer crer que não há incidências de jacarés na região de manguezais de Joinville. Parabéns por sua pesquisa sobre o assunto, Daniela.
Quanto às desovas que Woehl afirma seria prudente que ele provasse que estas incidências (no mínimo três jacarés vivem no Rio Cachoeira) sejam de suposta introdução exótica. É muito fácil discursos retóricos. Onde estão as provas de desova?

Ricardo disse...

Prezados, gostaria de esclarecer algumas coisas referentes aos jacares, que pelo visto esta repercutindo bastante por ai em Joinville.
A duvida em relação a relatos anteriores de jacares ou se eles estao catalogados na historia da cidade nao podem ser levados tão a serio, pois nem sempre em relatos sociais constam dados ambientais. E de acordo com a cartografia local a região é muito grande e bastante complexo para simplesmente se dizer que não existe uma determinada especie. De acordo com o prezado Germano realmente os vestigios deveriam ser significativos quanto a presença de determinados exemplares de nossa fauna, mas para jacares é um pouco mais complicado, uma vez que a principal estrategia do animal é justamente a cripticidade (capacidade de se confundir com o meio para que possa se aproximar ao maximo de sua presa). Jacares são animais territorialistas, e o fato de jacares terem aparecidos a vista das pessoas somente agora não é algo extraordinario. Aqui no RJ os jacares nem sempre são vistos, e isso eu estou me referinco a um pequeno canal que corta a cidade do RJ e somente em meus estudos eu tenho mais de 250 jacares capturados e marcados. Acho que com isso fica claro que nao é tao simples ver esses animais.
Quanto aos vestigios, acho importante ressaltar que jacares não sao serpentes, ou seja, nao trocam de pele, por isso jamais seria possivel encontrar pele de jacares pelo canal ou qualquer ambiente. Sobre os esqueletos, provavelmente seria comido pelos demais ou afundaria, o que torna ainda mais dificil de ser encontrado. Sobre as pegadas fica a pergunta para quem nao conhesse: como é a pegada de um jacare?? Bom, caso nao saiba fica dificil saber quando vc viu ou nao, principalmente para um animal que se rasteja quando pega sol e raramente caminha com o corpo suspenso (somente para dispersão ou deslocamento um pouco mais longo, mas nao para subir em uma praia de areia para pegar sol). Outra fonte de registro citada nas duvidas é em relação aos sambaquis, bom, não e preciso saber que sambaquis são registros de pequenos aglomerados humanos (pequenas civilizações ou tribos) que utilizavam determinada região e com isso todo "lixo" ou artefatos trazidos e utilizados por essas pequenas comunidades puderam contribuir para os estudos de antropologia e fornecer alguma ideia em relação a fauna utilizada pelos humanos em determinado local. Fora isso, existem muitos registros fosseis de crocodilianos (que diferentes dos sambaquis existem a mais de 100 milhoes de anos) desde a Argentina ao norte do Brasil. Fora isso, a espécie Caiman latirostris apresenta distribuição ampla pelo territorio Nacional, e inclui a regiao Sul do país com muitos estudos realziados (principalmente em reservas ecologicas e areas protegidas, ver Melo 2002 que analisou a dieta de Jacares de papo amarelo na reserva do Taim).
Para aqueles que querem uma informação mais concreta e sobre referencias mais consolidadas, posso garantir que a presença de jacares em uma bacia hidrografica, que atravessa mais de uma cidade e apresenta a especie, pode ser possivel de forma natural, pois os animais dispersam em busca de novos teritorios e recursos.
Bom, casa ainda seja necessario uma fonte mais consolidada, posso passar registros de campo de mais de 5 anso de pesquisa, pois sou biologo e especista em Crocodilianos, alem de fazer parte de um grupo seleto e ainda maior de pesquisadores que estudam jacares e crocodilos em grande parte do territorio Nacional (e em alguns casos internacional).Me deixo disponivel para quaisquer esclarecimentos em relação a ocorrencia desses animais e disposto a realziar um monitoramento e estudo para podermos afirmar a origem dos jacares(de que parte do estuario, e /ou por que os animais nunca foram encontrados e agora estão cada vez mais expostos a comunidade local).

Att.
Ricardo F. Freitas Filho, MSc.
Aluno de doutorado da UERJ,
Ecologia e Comportamento de Crocodilianos
email. ricardo.clatirostris@gmail.com

Ricardo disse...

A proposito Daniela, queria dizer que a reportagem ficou otima. E gostaria de saber se as fotos são da região, pois esse animais devem ser entre 130cm a 160cm de comprimento total (focinho ate a cauda) o que reforça a ideia de dispersão, pois e nessa fase da vida que esses animais buscam territorio com menos animais adulto com mais de 200cm.
E tal como a primeira foto deixa claro, os animais termoregulam em agua baixa e as vezes apenas boiando na superficie (na maioria das vezes sobre a vegetação aquatica) o que seria complicado demais encontrar pegadas desses animais. E provavelmente nao devem estar fazendo ninho na região. Me tira uma duvida: a região tem bastante vegetação de entorno?? Muita planta aquatica (ex. Eichornia crassipes, o aguapé, ou Typha angustifolia, uma vegetação que parece um mato com cotonete na ponta, ou capim nas margens??). Mangue nas proximidades e/ou nas margens?? Caso tenha, eu realmente acharia muito dificil ate mesmo outros colegas (principalmente ornitologos, que olham mais para cima) de encontrarem os jacares. Pois os mesmos seriam vistos apenas quando estão termoregulando em areas abertas. Aqui no RJ eu ando de caiaque para conseguir uma melhos aproximação durante o dia e na maioria das vezes os registros são feitos apenas com contagem de "tchibum" na agua. Pois os animais me vêem primeiro e se jogam na agua quase que imediatamente, e muitas vezes (por nao dizer a maioria das vistorias diurnas) eu nao consigo ver muitos jacares. O contrario acontece a noite, quando vc entra de barco e joga luz na lagoa, dai é possivel contar mais de 40 animais antes mesmo de entrar no barco á margem da lagoa. Ok? Espero ter ajudado a esclarecer.
E parabens pelo trabalho no Blog. É preciso disseminar a informação, pois como vc ja percebeu, muita spessoas querem fazer, mas nao sabem como. E na maioria das vezes acabam fazendo besteiras sem querer, devido a nao saber qual atitude tomar. Aqui no RJ é comum flagrarmos pessoas alimentando jacares, e isso alem de ser ruim para a organização social desses animais (que apresentam uma definição territorial a base de disponibilidade de recursos e areas de termoregulação), acaba tornando uma cituação perigosa, pois os jacares perdem o medo da aproximação humana. Venho enfrentando muitos desafios por aki e imagino que vc deva passar um sufoco ai tb. Mas é bom que estejamos cada vez mais unidos, afinal trabalhamos por um bem comum, a conservação do que sobrou de nossos remanscentes naturais.
Um grande abraço,
Ricardo Freitas

Alexandre V. Grose disse...

Muito legal a reportagem. Parabéns Daniela.
Parabenizar o Ricardo pela disposição e excelente qualidade nas informações.
Respodendo brevemente ao Ricardo, temos, mas muito pouco Eichornia crassipes, já existiram grandes aglomerações, mas hoje não são tão comuns. Typha angustifolia é comum na região, em área alagadas, mas neste rio, desconheço sua presença. Temos na foz deste rio o maior e mais importante remanescente de manguezal do sul do Brasil. Com áreas ainda muito bem preservadas. E este rio é consideravelmente curto, não mais de 15 km, ou seja, onde os jacarés estão, é muito próximo desta área de manguezal. Fico de te mandar algumas fotos.

Luiz Roberto Francisco, Biólogo. disse...

Prezada Daniela, antes de mais nada, parabéns pelo trabalho e por seu blog, que é muito interessante. Tive oportunidade de ler o artigo referente à ocorrência de jacarés na região de Joinville, e corroboro a opinião do colega Ricardo Freitas. A área em apreço e adjascências reúne todas as condições para abrigar a espécie. Lembro que no Paraná, nos rios que compõem o complexo estuarino que forma as baías de Antonina, Paranaguá e Guaratuba, a espécie é encontrada. O município de Guaratuba é vizinho ao município de Garuva. A espécie, contudo, não é avistada como se avistam jacarés no Pantanal. Caiman latirostris é de hábitos mais secretivos, se camuflam muito bem, razão pela qual não são facilmente visualizáveis. São também muito arredios. Tanto são arredios que eu frequento normalmente as baías de Paranaguá, Antonina e Guaratuba e poucas vezes visualizei a espécie. Acredito que a situação seja similar em Joinville e região. Penso que se forem realizadas buscas para a espécie na região, ela deva ser encontrada.
Luiz Roberto Francisco, Biólogo. www.zootecprojetos.com.br

Arte&Reciclagem, ReceitasSaúde e ReciclagemdasLetras disse...

Oi Dani, tudo bem? Hj vou te fazer uma pergunta, pq sou novatissima no twitter: como vc fez pra colocar esse banner lindinho no seu blog? As opções do twitter são tão feinhos...Brigadinha viu! bjs,
Mi

Tata disse...

Oi Dani! Tudo bom?
Gostei de ver o debate e a polêmica que a sua postagem gerou! Acho que é essa mesma a função de um blog, e você cumpriu muito bem o papel de divulgadora científica.
Eu não conheço quase nada sobre o jacaré-de-papo-amarelo para poder acrescentar à discussão. Muito tempo atrás assisti uma palestra sobre um veterinário que cria este animal para o aproveitamento do couro e da carne (legalmente) e na Argentina fiz estágio num zoológico que tinha uma ala especial para a criação destes animais, lá o objetivo era a reintrodução.

Junior disse...

vi uma vez um documentario falando q os jacares sao uma da especie mais antiga pq eles tem uma abilidade de se adaptar e sobreviver. (o:

boa sorte com o programa de tv, espero q td de certo!

=**

Davi Barreto disse...

Muito bom o post Daniela..
Desculpa a demora pra comentar masacabei esquecendo.. rsrs

Interessante o estudo desses animais, principalmente sobre o olhar do Ricardo, que explicou de forma clara e objetiva as duvidas (ou afirmações) do Woehl sobre q visão de um biólogo que realemente trabalha com o grupo.

Parabéns!

Daniela Lima disse...

Bem, este artigo me fez estudar e refletir muito sobre as possibilidades.
Acredito que o debate foi muito rico e proveitoso.
Quero agradecer a presença dos Ambientalistas Germano Woehl e Altamir Andrade, Interessados Bruno, Nelson e Junior, ao Acadêmico de Ciências Biológicas Davi Barreto e dos Colegas BIÓLOGOS Jorge Albuquerque, Alexandre Grose, Luiz Roberto Francisco, Natália Allenspach, em Especial ao Ricardo Freitas pelos excelentes argumentos que somente um profissional dedicado ao estudo da espécie poderia nos proporcionar.
Enfim, foi uma grande troca de experiências!

Citando as palavras do biólogo Jorge Albuquerque:


"O jacaré do papo amarelo está ai pedindo a ajuda de todos para sua conservação. Negando a sua existencia dogmaticamente apenas valoriza e reforça os argumentos que é possivel a ocupação dos manguezais em SC devido a inexistencia de elementos bioticos de valor para a conservação."

Perfeito!

Não podemos nos basear por Dogmas!

Daniela Lima disse...

Hoje tive tempo de ligar para a Secretaria do Meio Ambiente de Garuva, e os ficais confirmaram a presença de Jacarés do Papo Amarelo no Canal de Palmital!

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