segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Dicionário BioAmbiental - Desertificação

Quando uma grande extensão de terra, serve continuamente de pasto, ou terras agricultáveis são intensamente cultivadas, os nutrientes do solo se perdem, e é provável ocorrer a erosão do solo. Isso significa que a terra está adquirindo mais características de um ecossistema de deserto do que as do ecossistema anterior. Se a terra se torna 10% menos produtiva agricolamente do que era antes, esse processo é chamado desertificação.
Desertificação Severa, significa que a produtividade da terra foi reduzida em mais de 50%.
A desertificação pode ocorrer naturalmente ao longo das fronteira de desertos existentes, devido à seca ou a mudança do clima.
A desertificação pode ser controlada em parte, com práticas de manejo de terra adequada que evitam a erosão do solo. As práticas de agricultura sustentada são desenvolvidas para evitar a desertificação.


Imagem: Viva Terra

Minhas Considerações

No Brasil as atividades agropecuárias são grandes agentes no processo de desertificação, o desmatamento, queimadas com intuito de abrir novas pastagens tem contribuído com esse processo.
A falta da mata nativa empobrece o solo, a movimentação do gado, atua diretamente na compactação do mesmo, até mais que um trator, dessa forma raras plantas conseguem se desenvolver, as quais sem muito valor para agregar, impedindo o bom funcionamento do ciclo da água.
São sinais de desertificação o aumento de cupinzeiros nas áreas de pastagens, plantas infestantes (capim amargoso, vassourinha do curral, etc), surgimento de pragas como a cigarrinha da pastagem, além de erosões em forma de ravinas e voçorocas.
Isso vem sendo provocado pela ação antrópica, ocorrendo mudança da paisagem e dificultando inclusive as práticas agrícolas, comprometendo os ecossistemas das áreas atingidas.

Voçoroca

A carne consumida na região sudeste do Brasil, é proveniente das áreas de pastagens da Amazônia, sem querer ser alarmista deduzi que quanto mais carne se consome nesta região, de certa forma se contribui com o processo de desmatamento na Amazônia, e consequentemente para a desertificação, isso vale para todo o país.
O Rio Grande do Sul já vem sofrendo processos de desertificação.
Bem, não sou vegetariana, mas tenho reduzido bastante o consumo de carne, até porque não necessitamos de muita proteína animal. Claro que não evoluímos comendo bananas, mas o homem primitivo tinha hábitos bem diferentes dos nossos, e a carne consumida era fruto de árduas caçadas, nem sempre era disponível.
Acredito que devemos começar a pensar em nosso hábitos alimentares e substituirmos alguns itens de nossa dieta no dia-a-dia, para nossa própria saúde e para saúde do planeta! Além de investimentos em práticas sustentáveis de sistemas produtivos agrícolas.
Não necessitamos comer um boi por dia, como algumas pessoas que conheço, enfim, é bom pararmos para uma reflexão à respeito. E olha que eu gosto de uma picanha, porém não aguentaria ver um boi sendo morto, incoerência a minha não?!

Daniela Lima

DASHEFSKY, H. S. Dicionário de Educação Ambiental: Um guia de A a Z. São Paulo: Gaia. 2001, 313p.

REVISTA TERRA LIVRE. Paisagens do Cerrado e Sustentabilidade de Sistemas Produtivos Agrários: Uma Análise de Jataí (GO). Ano 20, v. 2, n. 23, p. 139-159, jul.-dez. 2004.

Um comentário:

Eduardo Miguel Pardo disse...

Oi Daniela!!! como em seu post, acho que ainda temos muit que olhar e deixar de errar, muito por fazer ainda claro mas vamos avançando...
Beijos

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