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terça-feira, 2 de junho de 2009

Mata Atlântica - Conhecer para Preservar

Bem, diante da devastação da Mata Atlântica é bom saber que algumas pessoas desenvolvem trabalhos que despertam a curiosidade sobre a diversidade deste bioma e por consequência colaboram na luta para sua preservação.
A Professora Marisa das Séries Iniciais, do Ensino Fundamental, da Rede Municipal de Joinville, atua na E. M. Prefeito Baltasar Buschle acredita que as questões ambientais estão entre os temas transversais mais importantes do currículo escolar, portanto, devem permear o planejamento, contemplando discussões, informações e ações, pois a consciência para um desenvolvimento sustentável deve ser tratada desde a infância.
Sendo assim, ela vem desenvolvendo vários trabalhos nesse sentido. O último foi realizado com a turma do 4º ano “C” que tratou da mata atlântica e sua relevante importância. O objetivo principal foi elaborar um “Você sabia?” para possibilitar que a informação circulasse em toda a escola. Foram realizadas algumas pesquisas sobre a mata atlântica em vários sites na internet. Logo em seguida, ocorreu a discussão sobre o tema onde ela verificou os conhecimentos prévios da turma.
A sala foi dividida em 9 grupos, resultando no trabalho de trios, onde cada grupo ficou com uma parte diferente: Características; História da exploração da mata atlântica; A biodiversidade;A flora; A fauna; A água na mata atlântica; Espécies endêmicas ameaçadas de extinção; A preservação; Unidades de conservação e importância econômica.
Foram feitos os acordos didáticos sobre como deveria ser o desenvolvimento do trabalho, onde cada grupo elegeu um leitor, um escriba e um apresentador, porém, com a responsabilidade de todos no resultado do trabalho. Cada grupo leu o texto e assinalou os trechos mais significativos e após fez o rascunho do trabalho.
Terminada essa parte, em cada trabalho ela circulou as palavras com ortografia incorreta e escreveu algumas dicas, como:
Pesquisem em dicionários as palavras com a ortografia errada e significados das palavras que ainda não conhecem; (os alunos descobriram palavras novas como: endêmicas, bioma, epífitas, perenes, biodiversidade) , além disso foram verificadas informações incompletas; Refizeram partes que estavam confusas; Leram novamente verificando se todas as informações importantes foram citadas.
Em um outro dia os trios voltaram a se reunir para a revisão e reescrita dos textos e ficou decidido que cada trio deveria se preparar para apresentar sua parte para a classe.
No passo seguinte deu-se a apresentação dos grupos, onde a classe deveria fazer questionamentos e registro do que descobriram sobre a mata atlântica.
Com tudo pronto, foram montados cartazes que foram expostos na escola, professora e alunos saíram para fazer convites em todas as salas de aula para professores e alunos da escola, nos períodos matutino e vespertino, para que todos fossem ler o “Você sabia?”. Falaram da importância da informação para a preservação e pediram que cada classe deixasse um recado dizendo o que descobriram e aprenderam que ainda não sabiam.

A Professora Marisa e seus alunos r
eceberam várias devolutivas das classes que enriqueceram e valorizaram o trabalho.
O “Você sabia?” feito pela turma vai ser publicado no mês de junho, no jornal que circula no bairro Parque Guarani, o que possibilitará a veiculação das informações para além dos muros da escola.
Meus alunos foram ler o Você Sabia? sobre a Mata Atlântica. Fizeram anotações e partiu deles a ideia de escrever recadinhos, então, entreguei folhetinhos, ficando de tarefa a confecção dos bilhetes , que eles fizeram bem lindinhos, colamos em um cartaz, com o qual presenteamos a turminha.
As sementes foram plantadas e com certeza não vamos deixar que morram procurando contagiar e despertar em cada indivíduo, através de pequenas ações um chamado à responsabilidade de todos.

Professora Marisa Fanton da Silva
Quero através do Consciência com Ciência divulgar o trabalho feito por ela, e dar os parabéns para Professora Marisa Fanton da Silva, pelo empenho e acima de tudo pela capacidade de despertar novos olhares de seus alunos para a Mata Altântica que cerca o bairro Parque Guarani.
Quando vi o trabalho dela, fiquei encantada e pedi para que ela me relatasse os procedimentos, gentilmente ela o fez, repassando por email, todas as informações aqui citadas foram retiradas deste relato, o qual percebi que foi feito com muito carinho, especialmente para este Blog.
Obrigada Marisa, professoras como você, são inspiradoras!
Conhecer para Preservar!
Daniela Lima

Professora Marisa Fanton da Silva é pedagoga, pós-graduada em: Séries Iniciais, Educação Infantil e Gestão Educacional
Contato: marisa_fanton@hotmail.com

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Nossos Rios...

Talvez muitas pessoas que estejam acessando esta página acabem encontrando alguma familiaridade com a imagem em destaque do tipo: Eu já não vi este rio antes? Não porque tenha visto especificamente ele, e sim pelo fato de que em muitas cidades de nosso país, essa paisagem é comum e infelizmente acabamos nos habituando a ela.
Pois bem, o curso d'água em destaque é o rio da minha cidade natal, Joinville/SC, chamado Rio Cachoeira, é essa imagem que tenho dele desde de criança, sempre o vi desta forma, mas como todos os rios nesta situação, ele nem sempre foi assim. Antigamente havia a circulação de barcas que escoavam a produção da cidade, podia-se nadar nele, pescar e até clube de regatas existia na região. Foi por meio dele que chegaram em Joinville os primeiros imigrantes europeus, principalmente de origem alemã e suíça.
A nascente do Cachoeira, a qual ainda não conheço, se localiza no bairro Costa e Silva e Vila Nova, e deságua na Lagoa do Saguaçu, num percurso de aproximadamente 14 quilômetros. Seus afluentes pertencem exclusivamente a Joinville, uma área de cerca de 92 quilômetros quadrados e sua bacia é toda inserida na área urbana da cidade, apresentando alto índice de poluíção orgânica e química.
Praticamente não existe rede de coleta e tratamento de esgoto em Joinville, então adivinhem para onde ele vai? A poluíção química é causada pelas indústrias que não possuem ETe-Estação de Tratamento de Efluentes, lançando esses agentes diretamente no rio. Além disso parte da população joga tudo quanto é coisa dentro dele, garrafa, sofá, bicicleta, boneca, saco com lixo, etc, etc, etc, ah, e ainda tem o assoreamento! Agora bata tudo no liquidificador, mistura boa não?!
Em 2001 anunciou-se a salvação do rio, sua despoluíção por um sistema chamado Flotflux que alegria, porém de nada adiantou resumindo a conversa as estações deste sistema foram embargadas e lá se foi o dinheiro público, junto com a m... rio afora (entenda o caso: http://www.gazetadejoinville.com.br/geral_166-7.htm).
Mesmo com toda essa confusão, a população não perdeu a esperança, como diria Martin Luther King: I have a dream ... (Eu tenho um sonho...) e em agosto de 2008 foi fundado o IVC-Instituto de Preservação e Recuperação da Biodiversidade de Joinville e Região – Viva o Cachoeira, formado por voluntários, ambientalistas com o intuito de promover uma campanha de adesão da sociedade para proteger as bacias hidrográficas da região e os seus ecossistemas e é claro ver o rio vivo novamente. Mesmo com o barco andando, embarquei junto com eles, tem vaga pra você nesse barco também! Conheça o IVC www.institutocachoeira.org.br.
Sonhamos um sonho possível, veja o que aconteceu na Coréia do Sul http://www.institutocachoeira.org.br/noticias.html .
E foi pegando carona nesse barco que hoje, aos 33 anos estou descobrindo as diferentes faces deste rio, em breve estarei mostrando para quem passar aqui... Gostaria de conhecer o seu rio também!




Navegar é preciso, conhecer é preciso, espero você aqui neste mesmo cais !


Daniela Lima

sábado, 25 de abril de 2009

Serrapilheira, as folhas não caem no chão por acaso...

Acredito que nunca foi visto alguém adubando o solo das florestas, como então é possível que elas apresentem grande diversidade de espécies vegetais de diferentes tamanhos e proporções?
Como diria o francês Antoine Lavoisier: "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".
As florestas possuem auto sustentação em grande parte adquirida pela presença da Serrapilheira.
A Serrapilheira é uma cobertura que se forma na superfície do solo composta por restos de vegetação, como folhas, arbustos, caules e cascas de frutos em diferentes estágios de decomposição, fazem parte dela também restos de animais e suas fezes. Esta camada é a principal fonte de nutrientes para ciclagem em ecossistemas florestais, enriquecendo o solo, sustentando a vegetação presente nele.
Fungos e bactérias agem na decomposição dessa matéria orgânica, mas outros seres vivos também contribuem com esse processo como: minhocas, lesmas, formigas dentre outros insetos.
A serrapilheira pode servir de abrigo, camuflagem para muitos animais, como cobras, aranhas, sapos, etc, onde também outros, como as aves podem formar seus ninhos escondidos entre as folhas, como este que encontrei bem escondidinho no chão junto ao tronco de uma árvore, acredito que seja de Jacu, pois neste dia vimos eles sobre as árvores próximas do local do ninho, mas o Jacu foi mais rápido que eu, não consegui fotografar ele.
Os solos das florestas são férteis por esse processo de decomposição das serrapilheiras, se a cobertura vegetal for tirada, o solo empobrece, além disso, juntamente com a vegetação, a serrapilheira permite que a água da chuva penetre lentamente no solo, sem causar erosão, sendo assim absorvida, contribuindo para formação dos lençóis freáticos.
Viu, aquilo que muitos julgam serem apenas folhinhas caídas, contribuem muito para manutenção dos ecossistemas e para preservação da água!
As fotos foram tiradas hoje na Ilha Redonda em São Francisco do Sul/SC, em uma aula de campo que acompanhei do Curso Técnico em Meio Ambiente da Assessoritec a convite da Professora Sandra Pepes que ministra a disciplina de Avaliação de Impacto Ambiental.

Alguns estudos sobre Serrapilheira:


Conhecer para preservar!

Daniela Lima

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